Eu não sou o tipo de garota que ele levaria pra casa, que apresentaria para os pais ou para o grupo de amigos dos encontros semanais. Eu não faço o tipo de garota que ele sonharia dividir a vida, os planos e os amanhãs... A minha intensidade não é o tipo que faz o tipo dele, o meu drama é demais, meus excessos são pesados, e cá entre nós, quem quer dividir a casa com alguém que não faz outra coisa a não ser sentir e sentir, e sentir de novo? Ninguém! Ninguém... eu não o culpo por não fazer o tipo dele, e pra falar a verdade eu nem sei qual o tipo dele, mas queria que fosse o meu tamanho, minha imensidão, minha cor, meu afeto e todo meu amor, queria que o tipo dele fosse metade da saudade que ele me causa, que fosse um terço das sensações e dos sorrisos que ele me arranca, que fosse as canções que eu escuto e já o impregno nos refrões. Queria que o tipo dele fosse não ter vontade de fazer o tipo de qualquer outra pessoa que não fosse eu, mas que fosse exatamente eu, assim, meio louca, distraída, séria, extrovertida e inundada de amores por ele.
Josseny Kenny.

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