quarta-feira, 14 de setembro de 2016

O tempo passa e nem tudo fica...


Ensaios do meu eu      

Pela janela do meu quarto, crisantemos amarelos parecem querer provar que o frio é apenas mais um ingrediente melancólico. Ingrediente que te faz pensar que esse frio poderia ser menos severo se estivesse sendo dividido com outro corpo quente e sedento de vontade.
Essa vontade sempre me vem acompanhada de saudade. Saudade de sensações que não conheci, de beijos que não provei, de frases que deixei de dizer, de portas que insisti em trancar...
Entre o certo e o errado. O que posso e o que devo. Sempre tudo ganha um ar de fantasioso. Assim como a Valkíria que escolheu seu guerreiro. O pescoço cravejado de pintas e o vampiro pitoresco calumbiano. O bobo alegre e a pequeno polegar irritante. Tudo foi se traçando de maneira maravilhosa. É impossível negar que mesmo peculiar e exótico é mais um sonho que se pode realizar.
Tirei uma fotografia de uma bicicleta abandonada aos pés de um caquizeiro. Nínguem entendeu a composição. Mas é como se a árvore mesmo a passos lentos alcançasse seu amado e lhe desse proteção e alivio com a imagem de belos frutos laranjas... Um dia eu também encontro a minha sombra. Com pouco mais de 1,50 m de altura, mas com um sorriso laranja irradiante que vai me fazer sentir protegido.
Esse texto é sobre nada especial. Apenas pensamentos soltos regados a muito café, inspirados a muito lixo sonoro que chamo de música e confundidos por um ser maravilhoso ao qual entreguei meu coração mesmo sem perceber...

Rodrigo Nisizawa dos Santos (04/01/2012 23h03 - Ouvindo: Saliva - After Me)

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