Fico tentando entender o que tu quer, fico tentando explorar tuas margens, pra vê se consigo mergulhar nesse infinito confuso e infantil que é a imensidão dos teus olhos. Fico tentando penetrar teus dias e morar num canto, tanto excesso, quanto encanto, do lado esquerdo do teu peito, pra amenizar tuas dores, instigar teu libido e desastrosamente te oferecer um lugar pra ficar. Fico criando umas rotas de fuga, caso eu não consiga simplesmente encarar os teus olhos, enquanto tu me devora em música e eu quero só sair correndo. Não foi essa bagunça que eu escrevi no nosso roteiro, não sei que porra você fez no meio do caminho pra estragar tudo, muito menos a macumba que tu inventou pra me fazer ficar aqui, absolutamente disléxica quanto ao resto do mundo, se tu tá no mesmo lugar que eu. Eu não sei mesmo! Sei só que é domingo e você não tá aqui pra dividir o café e pleitear as minhas cores com a atração mais bonita da manhã: teu sorriso.
-nb.
-nb.
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