terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Tínhamos tudo pra não dar em nada, tínhamos nada pra dar em tudo, você calmaria, dessas de mar que não se revolta na superfície, mas que também esconde as turbulências nas profundidades do (a)mar, eu avulsa no mundo, correndo contra o vento só pelo prazer de sentir a liberdade me beijando as bochechas, eu queria voar, abrir os braços e dar conta de sentir o universo no meu peito, até esbarrar em você e nessa tua tranquilidade desleixada pro mundo. Que encanto! Quase que espontâneo meu coração sorriu e decidiu que a liberdade que ele queria naquele minuto era sentir as flores da tua alma perfumando meu avesso, o prazer de bater as asas agora era a vontade de ser mastigada pelo teu riso e irradiada pelo castanho dos teus olhos. Por onde andastes moreno? Quantas vidas cê viveu por ai pra esbarrar na minha? Que felicidade vestida de domínio é essa que tens sobre mim? Não quero mais o mundo, nem a moradia dessa sociedade pobre de afeto e desnutrida de amor, eu quero morar no teu peito, acampar no teu desleixo e te preparar um café pela manhã, mora aqui e deixa eu morar em ti, que eu descobri que minha ânsia de abraçar o universo não passava de um pretexto pra te encontrar por aí, deixa eu te guardar num potin, fazer por você o que ninguém já fez por mim, deixa estar assim, você me sorri daí e eu te cuido daqui.


      Josseny Kenny

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