terça-feira, 1 de novembro de 2016

Talvez você ainda me procure, ou quem sabe por irônia do destino a gente se esbarre por aí. Provavelmente passaremos despercebidos, dois desconhecidos literalmente íntimos, não te pararei pra perguntar da tua vida e você não perguntará dos meus dias, não te perguntarei sobre as paixões, as ilusões e os desastres emocionais regados à café e muita poluição sonora que você teima em chamar de música, e você não vai querer saber pra quem são destinados agora os meus textos e nem de onde surge essa porra de inspiração sem fim que não pára de fazer brotar poesias por aí. Não vamos parar, não vamos trocar uma palavra sequer, mas ao voltar pra casa no final do dia e recostar minha mente cansada no travesseiro, eu vou lembrar das perguntas que não fiz, e vou ter as respostas na lembrança dos teus olhos se encontrando aos meus, e você? Você vai trocar o hardcore melódico pelo som do Biquíni Cavadão, vai lembrar das minhas tantas  mensagens carregadas de drama na tua caixa de email, talvez arrisque vasculhar e ler uma a uma pela milésima vez em sete anos, e é lá moço, é lá que vai estar nosso começo, nosso meio e nosso fim e todas as respostas que não demos um ao outro num encontro casual e desproposital.

    - Josseny Kenny. 

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