Às vezes me pergunto se você também perde o sono e fica acordado com o turbilhão de lembranças que nos sobraram. Isso se eu ainda for uma lembrança. Me pergunto se também fica revirando na cama tentando inutilmente achar um jeito confortante pra encostar e enfim descansar com as lembranças e a saudade irracional que aperta o peito. Talvez a gente tenha mesmo se deixado perder nos caminhos. E em noites como essa eu ainda insisto em me perguntar por onde você anda, quem agora povoa seus sonhos, quem fez moradia no peito que um dia foi meu ninho. Sem perceber me pego questionando a ironia do destino em plena as quatro da manhã. E eu não sei discutir calada, não sei entender o porque nada convincente de termos deixado o destino dar a última palavra. Era nossa! Nos que tínhamos que bater o pé e fazer o que queríamos. Mas você não veio. Você não quis e eu contra o destino não pude fazer valer um amor que outrora era dois em um, tipo corpo e alma, singular que se tornou plural e que no fim voltou à primeira pessoa do singular. Droga de gramática, e de destino que se entrometeu no que éramos nós...
- Josseny K.

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