"De repente me pego vendo as nossas fotos, as mesmas velhas fotos que restaram desde o fim do que ainda poderia ser começo, ou quem sabe um meio. E me pergunto inocente porque ainda as guardo, porque ainda teimo em olhá-las e recordar aquelas cenas e poses, sim, aquelas poses que fazíamos sem saber quanto tempo ainda teríamos antes que a ultima foto fosse batida, antes que o ultimo beijo fosse dado, a ultima briga e reconciliação acontecesse. E é estranho ainda lembrar, e doloroso, porque enquanto me pergunto, meu coração automaticamente me responde que as lembranças que eu ainda guardo são as mesmas que você já jogou fora, e mandou pra outro mundo, junto com os planos, os sorrisos e os abraços que outrora foram nossos. Não faço ideia de quanto ainda tenho para lembrar, quanto falta pra tudo isso acabar, mas bem que poderia ser agora. Bem que poderia ter ido e as levado junto. Mas fez questão de me presentear com tudo, o tudo que agora não e nada. Mas vai passar, eu sei que vai, talvez não hoje, não agora, mas amanhã quem sabe, quando o sol nascer ele me trará outro brilho, outro trilho, novos sorrisos. Amanha, quando o sol nascer, essas lembranças não irão me doer, mas irão me aliviar e me deixar feliz por saber que ainda permaneço viva apos o fim. Que consegui sorrir depois da lagrima, que eu consegui dançar em meio a chuva, e os planos, a historia e os sonhos, podem não ser mais nosso mas são meus. E não importa mais que você lembre ou não, já estou em paz com o meu coração."
- Josseny Kenny.

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